25 de jul de 2013

Mobilidade urbana

O carro ainda é um item básico na vida de muitas pessoas. Ruas cheias, engarrafamentos, acidentes, falta de vagas para estacionar. Mas será que o automóvel é assim tão necessário?

Há mais de um ano mudei de cidade e deixei meu carro para trás. No meu percurso para o trabalho caminho um trecho, pego o metrô, faço baldeação e depois caminho mais um pouco até o escritório. Levo um pouco menos de uma hora nesse percurso. Talvez eu levasse alguns minutos a menos se fosse de carro (o trânsito aqui não ajuda muito!), mas prefiro a tranquilidade de poder ouvir música, ver meus emails e caminhar pela cidade, inclusive perdendo aí alguns quilos pelo exercício diário. E, claro, não preciso me preocupar com vagas no estacionamento, com IPVA, seguro, multas, acidentes e roubos. Demoro mais, pego um pouco de chuva (às vezes bastante chuva!), mas chego tranquilo em casa, sem me preocupar com engarrafamentos. E algumas vezes ainda encontro amigos no caminho!

Nos dias que me atraso ou quando vamos para um restaurante ou balada mais afastados, tem sempre um taxi à disposição.

Sei que nem todo mundo pode abrir mão do carro, mas noto que é possível se movimentar pela cidade usando ônibus, trem, metrô e, porque não, a pé ou de bicicleta.

E noto que a questão da mobilidade urbana vem ganhando mais importância. A questão principal das manifestações que ocorrem desde junho foi o aumento da passagem e a qualidade dos serviços de transporte.

Com toda essa discussão entre os usuários de transporte público, a Administração Municipal e Estadual, além da sociedade civil organizada, a mobilidade urbana pode se tornar realidade para todos, não só para aqueles que moram e trabalham na região central da cidade.

Tem muitas ideias interessantes em discussão, como, por exemplo, a campanha do Greenpeace pelo Plano de Mobilidade (http://www.greenpeace.com.br/cade/).